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sexta-feira, 13 de março de 2009

VERMINOSES INTESTINAIS EM CÃES

O intuito deste texto é passar, de maneira clara e objetiva, para criadores e apaixonados por cães, as principais informações sobre as verminoses intestinais de nossos cães, o controle e sintomas possiveis de observação.
Os cães são acometidos por uma série de vermes que se adaptaram a eles. Nas infestações por vermes influem fatores como, situação geográfica, condições climáticas, época do ano e, de grande importância, condições de manejo dos animais.
Uma infestação pode causar danos como perda de peso, crescimento tardio, predisposição a outras doenças, menor absorção e digestão dos nutrientes, perda de sangue e proteina, em fim, um complexo desequilíbrio orgânico.

ALGUNS SINTOMAS
- Animal com a barriga abaulada, onde é comum o proprietário achar que seu animalzinho esteja gordinho.
- Olhar triste, que deve ser avaliado por um profissional para diferenciação de outras doenças.
- Animal arrasta o "bumbum no chão".
- Magreza.
- Fezes moles, com sangue.
- Presença de vermes nas fezes, onde é importante a observação do proprietário para relatar ao médico veterinário o tipo de verme encontrado para um bom diagnóstico e tratamento adequado, existem vermes redondos, achatados, e vermes que soltam proglotes parecido com uma semente de pepino ou grão de arroz.


CONTROLE
É importante que o proprietário fique atento para um bom controle das parasitoses intestinais do seu cão.
Uma profilaxia adequada é baseada em vários pontos, como acompanhamento Médico Veterinário para um programa de vermifugação correta desde filhote, exames parasitológicos de fezes podem ser feitos pelo Veterinário periodicamente, correto destino das fezes oque evita uma autocontaminação e de outros animais que vivem no mesmo ambiente, é importante lembrar que nas fezes existem ovos. Limpeza adequada do ambiente com desinfetantes ( lembrando de tirar o animal do local durante a operação)

CONSELHOS IMPORTANTES
- Nunca deixe seu cão muito tempo sem ir ao Veterinário, este profissional lhe dará todas as diretrizes de sucesso no plano de saúde de seu animal.
- Não administre vermifugos sem lógica, é sempre importante a troca de princípios, que um profissional fará com sucesso.
- O ambiente é de importância fundamental para o sucesso do tratamento profilático.
- Lembre-se: Algumas parasitoses de cães são transmitidas aos homens, então é importante uma boa prifilaxia, que ira se refletir em nós e em nossos filhos

PARVOVIROSE CANINA

Etiologia e epidemiologia

A parvovirose é o termo utilizado para designar a enfermidade infecto-contagiosa, cujo agente etiológico é um vírus pertencente a família Parvoviridae. O parvovírus canino é um DNA-vírus, pequeno (20 a 25 nm), sem envelope lipoprotéico e capsídeo de simetria icosaédrica, composto por 60 capsômeros. A partícula infecciosa é bastante resistente, sendo estável na presença de pH entre 3,0 e 9,0, à inativação a temperatura de 56o C por 60 minutos e tratamentos com solventes orgânicos, podendo sobreviver no meio ambiente durante meses e anos.
O parvovírus canino responsável por gastroenterite aguda parece estar limitado somente aos canídeos. Infecções naturais têm sido descritas em cães domésticos (Canis familaris), cães-do-mato (Speothos venaticus), coiotes (Canis latrans), lobinhos (Cerdocyon thous) e lobos-guarás (Chrysocyon brachyurus).
O vírus é transmitido pela eliminação fecal e a porta de entrada é a via oral. Porém, a infeção experimental pode ser produzida por várias vias, incluindo oral, nasal ou oronasal e pela inoculação IM, IV ou SC. Durante o período agudo da doença, são excretadas dez partículas virais por grama de fezes. O vírus pode estar presente em outras secreções e excretas durante a fase aguda da doença. Postula-se que insetos e roedores possam carrear o vírus de um local a outro, no entanto, salienta-se estudos posteriores para reforçar esta teoria. A ocorrência de surtos de enterites por VPC em alguns cães de canis sugerem que o transporte por pessoas ou fômites contribuem para a disseminação da infecção.
Acredita-se que a disseminação da doença se dá muito mais pela persistência do vírus no meio ambiente do que pelos portadores assintomáticos. A eliminação ativa do vírus nas fezes parece estar limitada nas primeiras duas semanas pós-inoculação (PI). Entretanto, existem evidências que alguns cães podem eliminar o vírus periodicamente por mais de um ano.
Há uma notável variação na resposta clínica dos cães à infecção por parvovírus canino, oscilando entre infecções inaparentes à moléstia aguda fatal menos freqüente. Fatores predisponentes à moléstia grave são a idade, os fatores genéticos (como diferenças raciais em susceptibilidade), estresse e infecções simultâneas com parasitas ou bactérias intestinais. A idade tem mostrado uma forte relação com o agravamento da enfermidade. Geralmente, filhotes com menos de seis meses de idade apresentam uma necessidade maior de hospitalização, quando comparado com animais mais idosos.

Patogenia e sintomatologia
Após a penetração do vírus pela via oral, a replicação viral é observada no tecido linfóide da orofaringe e nas amígdalas. A viremia inicia-se no terceiro e quarto dia pós-infecção e mantêm-se por mais dois a três dias. Depois desta, o vírus é distribuído para todo o organismo, tendo predileção pelas células em divisão, como a medula óssea, dos tecidos linfopoiéticos e dos epitélios das criptas das glândulas de Lieberkhün nos intestinos. Nos cães neonatos ou que estejam ainda no útero, o vírus pode instalar-se e replicar-se principalmente nas células do miocárdio, levando-os à morte súbita.
No intestino, o vírus através da replicação e multiplicação provoca necrose e descolamento do epitélio intestinal. Não havendo a reposição das células das vilosidades pelas células das criptas glandulares, ocorre a formação de úlceras, aumento de permeabilidade e diminuição da absorção, estabelecendo-se desta maneira a diarréia.
A replicação do vírus nos tecidos linfopoiéticos e medula óssea causa leucopenia com neutropenia e linfopenia, imunodeficiência, atrofia tímica e depleção linfóide dos linfonodos e baço.
Os sinais clínicos mais comuns da parvovirose são anorexia, depressão, vômitos, pirexia, rápida desidratação, diarréia sanguinolenta, líquida e fétida. A morte de animais severamente afetados é uma conseqüência da destruição extensa do epitélio intestinal, com conseqüente desidratação, além da possibilidade de choque endotóxico. A necrose da mucosa intestinal e dos linfonodos mesentéricos durante a parvovirose pode predispor as infecções bacterianas.
Os agentes bacterianos secundários mais comumente isolados são E. coli, Campylobacter spp., Salmonella spp. e Clostridium spp.. Septicemia e/ou endotoxemia podem ocorrer como resultado direto destes patógenos bacterianos.

Diagnóstico
O diagnóstico clínico da parvovirose é sugestivo, mas deve sempre ser diferenciado de gastroenterites bacterianas como a salmonelose e de outras gastroenterites virais como a cinomose. Os achados de hemograma mais freqüente são leucopenia com neutropenia.
O diagnóstico laboratorial do parvovírus canino pode ser realizado pela detecção do vírus nas fezes, vômitos ou em tecidos "post-mortem". Diversas técnicas, como a microscopia eletrônica (ME) ou a imunomicroscopia eletrônica (IME), o isolamento viral em culturas celulares, a reação de hemaglutinação seguida ou não pela inibição da hemaglutinação com anticorpos específicos, são usualmente utilizadas, bem como os ensaios imunoenzimáticos (ELISA), reações de imunoflurescência (IF), imunoperoxidase e, mais recentemente, a reação em cadeia pela polimerase (PCR). Dentre este testes, o único viável para o clínico particular é o teste ELISA por ser rápido, eficiente e de custo acessível, já estando comercialmente disponível no Brasil.

Tratamento e profilaxia
O tratamento recomendado para gastroenterite pelo parvovírus é de suporte. Os principais objetivos do tratamento são restabelecer e manter o equilíbrio eletrolítico e minimizar a perda de líquidos. Nas primeiras 24 a 48 horas ou até cessarem os vômitos, deve-se suspender completamente a alimentação e ingestão de líquidos por via oral. Recomenda-se a aplicação de fluidoterapia, antieméticos, antibióticos e, em alguns casos, também é necessária a transfusão sangüínea.
Recentemente, estudos realizados no Japão demonstraram a eficácia da utilização do interferon felino no tratamento de cães infectados pelo parvovírus, sendo indicada a dose diária de 1 UM (unidade por milhão)/Kg durante três dias.
A vacinação dos cães é o tratamento profilático mais recomendado. Atualmente, há várias vacinas comerciais disponíveis. A primeira dose deve ser aplicada em filhotes com 60 dias de idade, seguida de reforço aos 90 e 120 dias e anualmente, durante toda existência do animal. Entretanto, em alguns casos, recomenda-se vacinar filhotes com 45 dias de vida, quando estes não receberam o colostro e suas mães não tenham sido vacinadas anteriormente.
Durante o quadro clínico da doença, o animal infectado deve ser mantido isolado dos outros cães da casa, devendo-se evitar também a contaminação de jardins e lugares difíceis de serem desinfetados, os quais possam favorecer a persistência da partícula viral infectante. Após a infecção ambiental recomenda-se o vazio sanitário por um período mínimo de 30 dias para introdução de outro animal.
Apesar de todos os esforços na prevenção e controle da parvovirose canina, esta doença continua a ser um problema na clínica médica veterinária, ressaltando a importância de campanhas de esclarecimento constantes.

terça-feira, 3 de março de 2009

CINOMOSE CANINA

Enfermidade infecto contagiosa, que afeta só os cães entre os animais domésticos. Causada por um vírus , sobrevive por muito tempo em ambiente seco e frio, e menos de um mês em local quente e úmido; muito sensível ao calor, luz solar e desinfetantes comuns. Não escolhe sexo ou raça, nem a época do ano. Ocorre mais em jovens, mas animais idosos também podem se contaminar se não vacinados.

Se infectam (contaminam) por contato direto ou pelas vias respiratórias, pelo ar contaminado. Essa transmissão é por secreções do nariz e boca de animais infectados (espirros e gotículas que saem do nariz quando se respira) é a principal fonte de infecção. O animal doente espirra e contamina o ambiente e os animais que estejam perto. Inclusive, se tiver um ser humano por perto, o vírus pode ser carregado até um animal sadio por ele.O animal pode se contaminar pela via respiratória ou por via digestiva, por contato direto ou fômites ( pode ser um objeto ou um ser humano, por exemplo, que carregam o vírus na roupa, nos sapatos) , água e alimentos contaminados por secreções de cães doentes.
Virus da Cinomose
Após o animal ser infectado, ocorre o período de incubação do vírus (digamos que seja o período que ocorre entre o vírus entrar no corpo e o corpo começar a manifestar os sintomas da doença) por 3 a 6 dias , ou até 15 dias, e depois disso a temperatura pode chegar a 41C, haver perda de apetite, corrimento ocular e nasal . Este estado dura mais ou menos 1 a 2 dias. Depois se segue um período de 2 a 3 dias, as vezes meses, em que parece que tudo volta ao normal. Depois disso pode ser que apareçam os sinais e sintomas típicos da cinomose.Pode haver sintomas digestivos (diarréia e vômito), respiratórios (corrimento nasal e ocular) ou nervosos ( tiques nervosos, convulsões, paralisias, etc) ou haver associação deles.

O animal pode morrer tendo desenvolvido só uma das fases da doença ou sobreviver desenvolvendo todas, podem desenvolver cada tipo de sintoma aos poucos ou todos juntos.Normalmente os primeiros sintomas da 2 fase são febre , falta de apetite, vômitos, diarréia, dificuldade para respirar. Depois conjuntivite com secreção , corrimento nasal, com crostas no focinho, e pneumonia. Pode se seguir por 1 a 2 semanas e daí aparecerem os sintomas nervosos, tiques nervosos, depois sintomas de lesões no cérebro e medula espinhal. Em uns, por inflamação no cérebro, os animais ficam agressivos, não conseguem as vezes reconhecer seu dono, ou em outros, ocorre paralisia dos músculos da face em que o animal não consegue abrir a boca nem para tomar água, apatia profunda; por lesões no cérebro e na medula espinhal, andar cambaleante, paralisia no quarto posterior ('descadeirado'). Dificilmente os sintomas são estacionários (vão piorando sempre, de maneira lenta ou rápida).
É de difícil tratamento, dependendo quase exclusivamente do cão sua sobrevivência ou não. Digo quase exclusivamente, porque o veterinário pode ajudar eliminando coisas que podem atrapalhar sua "guerra" com a doença, como as infecções que ele pode ter por fraqueza, aconselhar a alimentação correta, receitar medicamentos que ajudem a combater as inflamações no cérebro, receitar uma medicação que tente aumentar sua resistência, etc.Sua evolução é imprevisível, ou seja, quando o cão adoece, não há como saber se ele vai se salvar ou não, ou se a morte vai ser rápida ou lenta.
A melhor solução ainda é a prevenção, ou seja, vacinar corretamente.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2009

CONTROLE DE CARRAPATOS

A infestaçao por carrapatos no cão, alem de provocar um incomodo muito grande ao animal pela coceira que provoca reação alergica, pode causar anemia e transmitir doenças como Babesiose e Erlichiose. A anemia nos cães podem ocorrer nas grandes infestações, uma vez q o carrapato se alimenta do sangue do animal. Mas não é necessaria uma grande quantidade de carrapatos para que a babesiose ou a anaplasmose seja transmitidas. As vezes um ou dois carrapatos que estejam carregando formas infectantes dos protozoarios causadores dessas infermidades são o bastante para que o cão contraia uma dessas doenças.
Assim o controle do carrapato deve ser constante, e qualquer sinal de apatia, febre, falta de apetite e mucosas ( gengivas ou conjuntivas) palidas em cães que costumam ter carrapatos, é motivo de uma visita ao veterinario e um exame de sangue, para detecção da babesia ou Erlichia, elas são trataveis quando diagnosticadas a tempo.
Mas o que Fazer para evitar que o Cão pegue carrapato?
Infelismente não há nenhum esquema de tratamento preventivo. Se o Cão frequenta areas infestadas por carrapatos, ele certamente irá pegá-los. Regiões com vegetação sitios e fazendas são os lugares mais comuns.Porem existem muitos casos de pessoas que tem problemas com carrapatos dentro de seus canis ou quintais e até em apartamentos, as vezes num passeio ao parque ou praça o cão pode se infestar.

E como combater o Carrapato?
Assim como as pulgas, o carrapato não é um problema só do animal, mas sim do ambiente, o carrapato em todos os seus estagiso de vida,( desde larva até adulto) é muito resistente.Combater o carrapato é muito dificil mas não impossivel, vc pode elimina-lo do cão facilmente com banhos carrapaticidas, porem o inimigo que vc não vê, ou seja, os ovos e larvas, estão e nele sobrevivem durante meses. Muitos são os casos de proprietarios que vivem combatendo o carrapato no cão, mas nunca conseguem extermina-los por completo.Um outro detalhe é que os carrapatos colocam seus ovos na vegetação, e também nas frestas das paredes e pisos. Dessa forma todos esses lugares tem que serem tratados e não somente os cães. Quem tem na visinhança terrenos com mato, criação de animais como cavalos e gado pode sofrer com os carrapatos, pois esses parasitas são capazes de escalar altos muros em busca de alimento. Se isso estiver ocorrendo, é preciso controlar a infestaçao também na parte externa.
Um combate eficaz ao carrapato inclui:
No Animal:
-Banhos carrapaticidas, quando a infestação é grande, repetir a cada 15 dias o banho.
-Animais de pelos longos devem ser tosados no verão, epoca em que o calor e a umidade fazem com que a incidencia de carrapatos aumente muito,
-produtos carrapaticidas de longa duração, em gotas para aplicação topica,(local) ou spray podem ser aplicados a criterio do veterinario.
No Ambiente:
-Uso de carrapaticidas: aplicar nos canis, casinha de cachorro, em plantas e canteiros, atentando para frestas e paredes, pisos e ralos. O forro da casa não deve ser esquecido, repetir o tratamento a cada 15 dias. Uma opção caseira é um aparelho de jato de vapor de agua fervendo.
-Se possivel fechar todas as frestas existentes nos canis e paredes dos quintais.
-Mude de produto a cada 2 ou 3 aplicações, para que o carrapato não desenvolva resistencia ao produto utilizado.
Importante:
Filhotes, femeas prenhes e gatos, NÃO devem ser banhados com produtos carrapaticidas quimicos. Consulte o veterinario que indicará um modo eficaz nesse caso.
Deve-se tomar cuidado com banhos carrapaticidas para que o animal não se lamba, para não causar intoxicação grave.
Animais com ferimentos aberto, cirugias, e queimaduras não devem ser tratados.
Retire os animais do ambiente enquanto está sendo tratado até secar por completo.
O combate contra o carrapato deve ser intensivo e durante um longo periodo de tempo. Nos meses mais quentes a infestação pode voltar e o cuidado deve ser redobrado. Nas areas em que há carrapatos sempre o tratamento tem que ser constante.

RECEITA CASEIRA PARA COMBATER O CARRAPATO NOS AMBIENTE E NO ANIMAL;
Solução de erva cidreira
A erva-cidreira também é chamada de capim limão ou capim cidreira.A sua eficácia é comprovada.
Não sei, ao certo, qual a função da erva-cidreira, porém o álcool é utilizado para extrair a substância ativa da erva-cidreira e servir como veículo da solução.Já o sal tem a função de secar o carrapato, matando-o.
COMPONENTES DA FORMULA
1 litro de álcool
Erva-cidreira picada numa quantidade que ocupe 1/2 litro daquele álcool.
5 colheres de sal de cozinha
10 litros de água
MODO DE PREPARAR
Coloque a erva cidreira picada de modo a que ocupe 1/2 litro deste álcool, de forma a sobrar os outros 1/2 litro.
Pode deixar tudo num frasco fechado por 24horas. Essa sobra do álcool é para que a erva cidreira não absorva todo ele. No dia seguinte é só misturar em 10 litros de água e 5 colheres de sal de cozinha e pulverizar os animais, 2 vezes por semana.
FORMA DE UTILIZAÇÃO
Pode ser usado de qualquer forma conhecida: pulverização, banho etc.
CONTRA-INDICAÇÃO: Não tem contra indicação.
EFEITO Morte do carrapato. Ele “secam” em horas..* * *

BABESIOSE

A Babesiose é uma doença causada por um protozoario não transmissivel ao homem. A transmissão da doença ao cão se dá pela picada de um carrapato infectado, ( Rhipicephalus sanguineus) o mesmo da erlichiose.
O carrapato pica o cão doente e vai picar um cão sadio, transmitindo assim a doença. O parasita (babesia) infecta os glóbulos vermelhos do sangue, local onde se multiplica. Há rompimento desses globulos (momento em que ocorre febre), e os parasitas vão se alojar em novas celulas e assim por diante.
A destruição de um grande numero de celulas vermelhas irá causar a anemia. Assim um cão doente apresentará como sinais clinicos : perda de apetite, desanimo, letargia, icterícia(amarelão), ou palidez nas mucosas ( gengivas e conjuntiva) tipicos de um cão anemico.
O diagnostico é feito atraves de sinais clinicos, historicos de infestação por carrapatos e um exame de sangue que detectará o parasita ( pesquisa de hematozoarios). O tratamento é eficaz e a mortalidade é baixa, quando o cão é tratado a tempo. Em alguns caso é necessaria a transfusão sanguinea quando o quadro de anemia é bastante grave. O Cão fica curado, mas nada impede dele ter a doença outras vezes se for picado por um carrapato contaminado. O controle do Carrapato é importantíssimo para evitar a doença.

OBS: A Babesia é chamada de Nambuivú em algumas regiões do pais.

Tudo O Que Vc Precisa Saber Sobre A Erlichiose

Oque é Erlichiose Canina?
Ë uma doença infecciosa severa, que acomete os cães, causada por bactérias do genero Erhlichia, sendo a principal Erhlichia Canis. Sua incidencia vem aumentando significativamente nos ultimos anos, em todas as regiões do Brasil.
Como o Cão é contaminado?
A transmissão entre animais, se faz pela inoculação de sangue proveniente de um cão contaminado, para um sadio por intermedio do carrapato. O parasita irá infectar os glóbulos brancos do sangue, ou seja, as células de defesa do organismo.

O que é o vetor da doença?
O principal vetor da enfermidade é o carrapato marrom (Rhipicephalus sanguineus). No entanto a infecção também poderá ocorrer no momento de transfusão sanguineas, através de agulhas ou instrumentais contaminados. O mesmo carrapato pode transmitir a babesiose, que em algumas situações pode ocorrer junto com a erlichiose.

Quais os sintomas clinicos da Erlichiose?
Os sinais clinicos podem ser divididos em 3 fases: Aguda (inicio da infecção), Subclinica (geralmente assintomatica), e Cronica (nas infecções persistentes). Nas áreas edemicas, observa-se frequentemente a fase aguda da doença caracterizada por: febre (39,5-41,5 0C), perda de apetite e peso, fraquesa muscular. Menos frequentemente observa-se secreção nasal, perda total do apetite, depressão, sangramento pela pela,nariz, e urina, vomitos, dificuldade para respirar e edema nos membros. Este estágio pode perdurar por até 4 semanas e, ocasionalmente pode não ser percebido pelo proprietario. A fase subclinica é geralmente assintomatica, podendo ocorrer algumas complicações como, depressão, hemorragias, edema de membros, perda de apetite e palides de mucosas. Caso o sistema imune do animal não seja capaz deeliminar a bactéria, o animal poderá desenvolver a fase cronica da doença. Nesta fase, a doença assume as caracteristicas de uma doença auto imune, com o comprometimento do sistema imunologico. geralmente o animal apresenta os mesmos sintomas da fase aguda, porem atenuados, e com a presença de infecções secundarias, tais como pneumonia, diarréias, problemas de pele, dentre outras. O animal pode também apresentar, sangramentos cronicos devido ao baixo numero de plaquetas (celulas responsaveis pela coagulaçao do sangue) ou cansaço e apatia devido a anemia.

Como a Erlichiose é diagnosticada?
O diagnostico é dificil no inicio da infecção pois os sintomas são semelhantes a varias outras doenças. a presença do carrapato e a ocorrencia de outros casos da doença na região, podem ser importantes para confirmar a suspeita clinica. O diagnostico pode ser feito atraves da visualização da bactéria em um esfregaço de sangue (exame pode ser realizado na clinica veterinaria) ou atraves de testes sorológicos mais sofisticados, realizados em laboratorios especializados.

Como tratar?
O objetivo do tratamento variam de acordo com a precocidade do diagnostico, da severidade dos sintomas clinicos e da fase da doença que o paciente se encontra quando do incio do tratamento. O tratamento na fase aguda pode durar 21 dias, e na fase cronica até 8 semanas.

Qual o prognostico da doença?
Depende da fase em que a doença for diagnosticada, e do incio da terapia. Quando mais cedo for diagnosticada e se inicia o tratamento, melhores são as chances de cura. Em cães na fase inicial da doença, observa melhora do quadro clinico apos 24 a 48 hs do incio do tratamento.

Como previnir a doença?
A prevençao da doença é muito importante nos canis e locais de grande concentração de animais. Devido a inexistencia de vacina contra essa enfermidade, a prevenção é realizada atraves do tratamento do animal doente e do controle do vetor da doença: o carrapato. Para tanto, produtos carrapaticidas ambientais e de uso topico são bastante eficazes.

Essa doença pode ser transmitida para o Homem?
Sim.Apesar de até hj não existirem evidencias de que a E. canis possa ser transmitida para o homem, existem outras especies de erlichia que podem ser transmitidas, pelo carrapato, para os cães e para o homem. Os casos de erlichia humana vem aumentando muito em paises como o Est. Unidos. No Brasil esta doença ainda é pouco diagnosticada em humanos.